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Flor e espinhos...

 

E, de repente,  a ausência se fez mais presente e as certezas cavoucaram as dúvidas e a tristeza destronou a felicidade.

E ela chorou.

E sua dor era cinzenta e era amarga e era espinhosa...

cegava-lhe os olhos e cortava-lhe as carnes e dissipava-lhe a esperança.

E, no entanto, longínqua e sinuosa, persistia ainda nela estranha e doce música.

E o som tateava-lhe o escuro e penetrava-lhe o coração.

E foi, então, que a mulher tão só olhou para si mesma,

E percebeu que não poderia haver solidão assim povoada de tão divinos acordes.

E era um som de tanta largueza de azuis transparentes; de tantos sentimentos sutis e profundos; de tanta luz!

E ela emergiu em sorrisos,

E afloraram doces lembranças de sonho e de gozo e de saudade e de brincadeiras e de ternura e de lágrimas e de risos... e de vida, enfim!

E foi assim que a mulher se fez de novo e desabrochou num amor maior e único, como nenhum e como todos.

E ela viu que aquele amor era tanto, que, mesmo condenado, apontava para a eternidade.

E ela soube, em definitivo,  que aquele amor lhe bastava.

E a mulher, então, apostou na flor; ainda que soubesse de todos os espinhos...   

 


 



Escrito por Izilda às 23h49
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