Parecia um quadro vivo.
O velho sentado no banco da praça, alimentava as pombas. O sol penetrava fortuito pela sombra das árvores floridas. A água, jorrando da pequena fonte, espalhava gotas de transparência brilhante.
Tudo me remetia, fortemente, a uma composição pictórica perfeita. Quase perfeita...
Quase, porque jamais seria possível registrar, em tela, ou mesmo em câmera, a voracidade das aves, o barulhinho contínuo das águas, o perfume das flores, a temperatura agradável da tarde e, principalmente, o sentimento que inspirava aquele homem.
O sinal abriu e tive de continuar meu caminho.
A vida seguia indiferente.
Mas eu não.