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Quadro

Parecia um quadro vivo.

O velho sentado no banco da praça, alimentava as pombas. O sol penetrava fortuito pela sombra das árvores floridas. A água, jorrando da pequena fonte, espalhava gotas de transparência brilhante.

Tudo me remetia, fortemente, a uma composição pictórica perfeita. Quase perfeita...

Quase, porque jamais seria possível registrar, em tela, ou mesmo em câmera, a voracidade das aves, o barulhinho contínuo das águas, o perfume das flores, a temperatura agradável da tarde e, principalmente, o sentimento que inspirava aquele homem.

O sinal abriu e tive de continuar meu caminho.

A vida seguia indiferente.

Mas eu não.



Escrito por Izilda às 11h13
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