|
Escritos esparsos... MUDANÇA DE ENDEREÇO
Meus queridos, A partir de hoje, este blog muda de endereço: http://izilda-bichara.blogspot.com/ Sou meio indisciplinada, é verdade, mas estou cheia de boas intenções, na casa nova! Aguardo a visita de todos. Um grande beijo, Izilda
Escrito por Izilda às 16h44 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
NESTE ANO...Quero ser mais disciplinada, quero cuidar mais de mim, quero ir em busca dos meus sonhos; Quero não me esquecer de quem sou, do que sinto e de quem desejo ser; Quero ser feliz, bela e amada e quero amar muito também; Quero estar sempre rodeada de gente querida, nem que seja só em pensamento e coração; Quero não me sentir solitária, nem falando sozinha, quero me divertir; Quero ter saúde e disposição física e emocional; Quero rir muito, sorrir muito, gargalhar, cantar, dançar; Quero viajar... viajar muito, conhecer novos lugares e rever os que já conheço; Quero ter paciência e tolerância com quem não aprende e quero aprender a esperar; Quero ter a sabedoria de fazer as escolhas certas e a humildade de admitir que errei ou que não sei; Quero ajudar as pessoas sempre que possível e aceitar ser ajudada sempre que precisar; Quero estar sintonizada com meu coração e ser mais desapegada; Quero aprender a perder, quero aprender a ganhar, aprender a agradecer e a parar de reclamar; Quero aprender sempre mais, quero descobrir e fazer coisas em conjunto; Quero me lembrar sempre das coisas que me aconchegam a alma e esquecer completamente das que um dia me machucaram; Quero caminhar atentamente pela vida e não me perder daquilo que realmente é importante; Quero me encontrar no olhar de quem me olha e sorrir inteira para quem me sorri; Quero gastar meu tempo descansando numa rede ou trabalhando intensamente nas coisas que me dão prazer; Quero continuar a ser criança, sendo cada vez mais sábia; Quero correr atrás de borboletas, sentir o perfume das flores e acreditar em fadas; Quero contar e ouvir histórias, brincar de roda e sair de mãos dadas com quem quiser brincar; Quero ter óculos cor de rosa para enxergar a vida mais bonita e acreditar que é possível mudar; Quero tomar banho de chuva e me secar ao sol; Quero caminhar sem rumo, quero caminhar com rumo, quero chegar; Quero me lembrar sempre que as tempestades vêm e passam; Quero não me esquecer nunca de que quando sinto frio na alma, posso me aquecer com minha colcha de lembranças; Quero evitar tropeços nas pedras do caminho mas, se me esborrachar, quero poder chorar até me sentir melhor; Quero ser forte o suficiente para aceitar minhas fragilidades; Quero ser firme em minhas interações, usando a delicadeza como moeda; Quero ser cautelosa em minha ousadia e impetuosa na timidez; Quero me despojar de preconceitos e ser capaz de experimentar o novo; Quero me doar inteiramente, por amor, sem nunca, entretanto, me perder de mim; Quero me lembrar sempre que nem tudo tem o tamanho e a importância que aparenta; Quero não me esquecer do quanto sou importante, nem de que sou apenas mera poeira cósmica; Quero trilhar um caminho de beleza e honradez, lembrando sempre que carrego marcas de meus ancestrais, que seguirão em meus descendentes; Quero ter uma infinidade de amigos e ser a melhor amiga de cada um deles; Quero praticar o perdão e a compaixão e me sentir, a cada dia, uma pessoa melhor; Quero ter o coração ocupado apenas pelo amor e descartar qualquer tentativa de invasão por mágoas, rancores, ciúmes ou bobagens de qualquer natureza; Quero levar a vida a sério, me divertindo muito e vivendo intensamente cada segundo; Quero ter consciência de que cabe a mim, somente a mim, promover a minha própria felicidade; Quero esbanjar amor, beijos, abraços e sorrisos... E quero não precisar querer nada e me deixar ser simplesmente feliz!
Escrito por Izilda às 10h39 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] ANO NOVO Chegou 2010 e tudo continua igual. Inclusive a esperança de que, a partir de agora, tudo seja diferente... Escrito por Izilda às 00h48 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Recomeços
Todos os recomeços são difíceis.A gente sabe que não tem jeito. Não se pode mais ficar onde estava e é preciso seguir. Mas por onde? Para onde? Como? O primeiro passo é sempre o mais difícil, pois depende de uma coragem desafiadora. É preciso vencer tanto medo para romper a inércia e enfrentar o desconhecido! No entanto, chega uma hora em que não é mais possível adiar nada. Ou, então, a vida nos atropela mais adiante. É. A vida segue sem parar e não há quem impeça que o sol se ponha. A noite sempre vem. Mas também a escuridão tem seu tempo de permanência para dar lugar ao amanhecer... E, independentemente de nossas vontades, um novo dia, claro ou cinzento, sempre surge para os que permanecem no jogo. Assim é. Sei que falo o óbvio. Mas o óbvio também é para ser falado... Saio de uma longa noite de inércia. Tenho urgência em escrever. Não sei bem o quê, nem como, nem para quê. Sigo apenas uma forte determinação que me leva a despejar palavras, desordenadamente, ou não, na busca de registrar minha passagem pelo mundo. Sempre fiz isso...Apenas me encontrava engasgada com alguma consoante esdrúxula...ou embriagada demais com o néctar das flores... Mas agora recomeço. Um, dois, três... Pronto! O primeiro passo está dado...
Escrito por Izilda às 11h19 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Flor e espinhos...
E, de repente, a ausência se fez mais presente e as certezas cavoucaram as dúvidas e a tristeza destronou a felicidade. E ela chorou. E sua dor era cinzenta e era amarga e era espinhosa... E cegava-lhe os olhos e cortava-lhe as carnes e dissipava-lhe a esperança. E, no entanto, longínqua e sinuosa, persistia ainda nela estranha e doce música. E o som tateava-lhe o escuro e penetrava-lhe o coração. E foi, então, que a mulher tão só olhou para si mesma, E percebeu que não poderia haver solidão assim povoada de tão divinos acordes. E era um som de tanta largueza de azuis transparentes; de tantos sentimentos sutis e profundos; de tanta luz! E ela emergiu em sorrisos, E afloraram doces lembranças de sonho e de gozo e de saudade e de brincadeiras e de ternura e de lágrimas e de risos... e de vida, enfim! E foi assim que a mulher se fez de novo e desabrochou num amor maior e único, como nenhum e como todos. E ela viu que aquele amor era tanto, que, mesmo condenado, apontava para a eternidade. E ela soube, em definitivo, que aquele amor lhe bastava. E a mulher, então, apostou na flor; ainda que soubesse de todos os espinhos...
Escrito por Izilda às 23h49 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Caminhos escolhidos Ser feliz exige coragem . E exige liberdade. Mais do que isso. É preciso ter a coragem de exercer a liberdade que se pensa não se ter. Ser feliz requer ousadia. Não é possivel ser feliz quando não se ousa sê-lo. Ser feliz também tem um preço. Como se permitir ser feliz sem abrir mão de velhos padrões que aprisionam e limitam? Só o desapego permite o movimento. Porém, quando se escolhe ser feliz, a felicidade em si não tem preço. Caminhar em sua direção, com a coragem, a ousadia e o despreendimento necessários, revela, a cada passo, momentos únicos, inesquecíveis, plenos da mais genuína felicidade. É então que se percebe que ali, bem na beira do caminho, há sempre muito mais do que se buscava... Nesse momento, já não importa para onde se está indo, nem para onde se pretendia ir. Caminha-se, apenas. E não há felicidade maior do que a de ter se permitido tentar... Escrito por Izilda às 23h33 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Piu piu Só quem vive o pesadelo de ser vizinho de um mega empreendimento imobiliário, em plena construção, sabe o que é acordar, todos os dias, com uma orquestra de instrumentos dissonantes terraplenageando, martelando, zumbindo, serrando, bate-estacando, gritando, improperiando, sem parar. Uma tristeza infinita, feita de sons enlouquecidos e apressados! E eu, no esplendor de minha impotência, apenas vou desfiando o meu lamento matinal. Cadê os passarinhos? Escrito por Izilda às 09h47 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Reinando... A última princesinha acaba de deixar o castelo e a rainha deve redobrar os seus esforços para reinar absoluta. Perder a majestade, jamais! Quem sabe não é hora de reformular a rotina do palácio, sair mais às ruas, adentrar cômodos secretos, descobrir, enfim, outras maneiras de conduzir seu reino? Embora um tantinho amedrontada, a rainha está cheia de boas intenções. E acredita firmemente na felicidade... Escrito por Izilda às 22h28 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Arco-íris
Não conseguia entender como tudo havia mudado tanto, em tão pouco tempo. Em alguns momentos, sentia até um ligeiro estranhamento. E se questionava, maravilhada, se aquilo não passava de um sonho. O que faz um acontecimento ou alguém se tornar tão importante, em meio à avalanche da rotina e da mesmice? Por que alguns eventos e pessoas passam pela vida sem deixar marcas significativas, enquanto outros, ao contrário, são capazes de transformar, completamente, roteiros já traçados, padrões estabelecidos e até decisões tidas por irrevogáveis? Estava longe de conseguir responder. Mas agora confiava. Havia mesmo um pote de ouro no fim do arco-íris. E tudo o que sabia era que já não podia mais imaginar sua vida sem a luz e sem o brilho daquelas cores. Escrito por Izilda às 01h47 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Canjica Ao ouvir aquele alô ao telefone, já pude perceber sua alegria. A razão era singela, como o são, na essência, todas as grandes felicidades. Fizera canjica! E me contava, generosamente, todos os detalhes; de como havia ficado uma delícia, de como seu marido havia gostado; de como, enfim, já se virava tão bem na cozinha, a ponto de preparar até canjica, como se isso fosse a coisa mais difícil do mundo! Seu entusiasmo me contagiou. Perguntei-lhe se havia acrescentado canela e leite de coco à receita, como fazia minha avó, quando eu era criança. Ela me respondeu que canela, sim, mas que nem sabia que poderia levar leite de coco. E acrescentou, confiante, que, da próxima vez, iria experimentar essa nova versão. Desligamos amorosamente, como sempre. Minha filha toda feliz, do lado de lá, e eu, sozinha e cheia de saudade, de mim e de todos, do lado de cá. Foi então que me dei conta de que, para acalentar meu coração, eu não precisava mais do que um prato de canjica... Escrito por Izilda às 17h47 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Mulheres de Meia Idade Pode parecer uma autoconsolação, porém, todas as mulheres “cinquentonas “ que conheço estão muito bem, obrigada.
Alegres, autossuficientes, bonitas, sensuais, na maior parte das vezes, dão de dez a zero em muita garotinha de vinte e poucos anos. Sabem e fazem o que querem. E sabem muito bem querer tudo a que têm direito.
Foi-se o tempo, graças a Deus, em que uma mulher de trinta anos era uma recatada senhora; uma de quarenta, uma matrona e uma de cinquenta uma decrépita vovozinha.
Agora, bem no meio da meia idade, a mulher dispõe de uma infinidade de recursos internos e externos para encontrar sua melhor performance.
Cuidados com o corpo, ginástica, alimentação, antioxidantes e vitaminas, cirurgias plásticas, lipoaspiração, cremes maravilhosos e controle alimentar, podem garantir a permanência de um corpo saudável e esteticamente em forma.
De outra parte, não se pode negar que a sociedade ocidental evoluiu rapidamente, no sentido de absorver as árduas conquistas da mulher, garantindo-lhe, atualmente, um espaço jamais outrora imaginado.
Que bom poder vê-la, nos dias de hoje, saindo sozinha, enfrentando a vida com seus próprios recursos, frequentando bares e cinemas, participando ativamente de seu meio...
E, embora ainda sofra, vez por outra, aqui e ali, algum resquício de preconceito, é, de qualquer modo, maravilhoso saber que a mulher conseguiu ampliar seus horizontes e que o tempo pode passar, sem que isso possa significar, para ela, uma condenação.
É inegável que, com o avançar dos anos, muitas transformações orgânicas ocorrem e se fazem sentir como verdadeira limitação: o corpo já não é tão ágil nem tão esguio, a memória e a paciência nem sempre respondem como gostaríamos, mas os ganhos são também muitos e variados.
Aprendemos a ver a floresta, sem nos determos exclusivamente na árvore, evoluímos emocionalmente, ficamos mais seletivas e conscientes em nossas escolhas, aproveitamos melhor cada minuto da vida.
Também não posso negar que, vez por outra, somos atacadas por um sentimentozinho de tristeza pela perda da tão valorizada juventude... São momentos em que brigamos com nosso corpo; com nossos fios de cabelo branco que, insistentemente, querem aparecer; nossos pés de galinhas; gordurinhas salientes; com a lei da gravidade...
Mas e quando éramos adolescentes? Também rejeitávamos os seios que insistiam em brotar, as espinhas que apareciam sempre que tínhamos uma festa, o jeito desengonçado e o rubor inesperado que não conseguíamos ocultar quando mais queríamos...
Quando adultas, muitas dessas dificuldades desapareceram, mas nossa presteza de gestos e movimentos, nossos corpos esbeltos e bem feitos, nem sempre sabiam desfrutar da verdadeira profundidade e sabedoria do significado de cada nova experiência.
Vivendo e aprendendo.
Hoje, percebo que a vida é um longo processo em que nos aprimoramos, dia após dia. Com toda a certeza, apesar de meu corpo já não ser a maravilha de quando eu tinha vinte e poucos anos, hoje sou uma pessoa muito melhor.
Uma mulher não é apenas um corpo.
Não quero fazer apologia ao feio, mas a beleza é muito mais do que formas perfeitas ou um rostinho bonito.
É por isso que eu acho as mulheres maduras o máximo. Ainda cuidam de sua beleza exterior e, na maior parte das vezes, são extremamente enriquecidas pelas vivências que acumularam ao longo da vida. Isso é o que eu chamo de beleza inteira, consolidada, por dentro e por fora...
É claro que há também as feias de meia idade... Aquelas que não mais se cuidam e só se lamentam... São pessoas amargas, insuportáveis...Mas, isso há em todas as idades.
Eu, particularmente, acho que ganhei muito com o passar dos anos. Sinto-me, hoje, muito mais segura, muito mais mulher. E sei que esse meu sentir foi construído aos poucos, passo a passo, através do constante contato com minha feminilidade, nos diversos papéis que exerci em minha vida, coisa que não se adquire, de uma hora para outra, mas se conquista.
Assim como eu, conheço várias mulheres que foram se aprimorando, através das vivências; de verdes, passaram a maduras, ou seja, estão no ponto, no apogeu de seu poder feminino, prontas para enfrentar o que lhes vier pela frente.
Não são mais meninhas superficiais. Não são mais mulheres inexperientes. São mulheres forjadas pela vida, enriquecidas por suas venturas e desventuras, aprimoradas, prontas, maduras, enfim.
Talvez por isso seja tão impróprio chamá-las de “mulheres de meia idade”. Melhor seria dizer delas : mulheres de idade inteira. De "inteiridade". Ou de plena identidade... (Escrito em São Paulo, aos 27 de janeiro de 2001)
Escrito por Izilda às 15h45 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Tulipas Era um vasinho pequeno, elegante, original. Nele, duas tulipas lilases, muito fechadas. Em menos de meia hora, começaram a desabrochar. No dia seguinte, fiquei extasiada: estavam no esplendor de sua formosura! Adentraram, porém, o terceiro dia de existência com os primeiros sinais de debilidade e, aos pouquinhos, foram murchando, murchando...até fenecerem por completo. Duraram pouco, é verdade, mas enfeitaram tanto a minha vida! Aprendi com as tulipas que o que realmente importa não é o tempo de duração das coisas, dos acontecimentos, das pessoas, mas a beleza, o perfume e a delicadeza que oferecem, enquanto estão vivos em todo seu apogeu. Como aconteceu com elas, tudo se vai, a seu tempo. Apenas a lembrança fica. E essa ninguém rouba de nós...
Escrito por Izilda às 04h37 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Aromas da tarde... Como livres borboletas, Já dançavam em seus sonhos, Em plena tarde de sol.
No entanto, eram crisálidas Escondidas no casulo.
E o dia apenas raiava... Escrito por Izilda às 18h24 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] FARTURA
Sentia que agora tudo lhe extrapolava com incomparável fartura.
Suas noites, ainda que insones, nunca mais tinham sido vazias de sonhos
Nem seu rosto desprovido de sorrisos... ou de lágrimas.
Trazia nos olhos a profundidade do desejo e da dúvida
E nos braços o calor intenso do abrigo ilimitado.
Também tinha medos exagerados,
E fantasias loucas, desmedidas.
Mas, o melhor de tudo é que, enfim, sentia-se viva. Escrito por Izilda às 15h17 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Cumplicidade Ponto por ponto, Teciam a trama da cumplicidade. E havia tanta entrega naquele mister, Que, ainda que o manto não lhes cobrisse Mais que os joelhos, Já lhes aquecia a vida Por inteiro... Escrito por Izilda às 13h03 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Hoje... (À moda de Leminski)
O futuro está no escuro. Prefiro ser reluzente, no presente! Escrito por Izilda às 01h19 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Descobertas Haveria abrigo mais aconchegante do que aquele? Remédio mais eficiente? Serenava a alma, aliviava as dores, dissipava os medos. Não sabia se gostava mais de oferecer ou receber. Mas descobrira que era maravilhoso quando havia troca. Nem precisava ser efusivo. Podia, perfeitamente, ser silencioso, discreto. Bastava ser verdadeiro. Bastava ser um abraço...
Escrito por Izilda às 10h55 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Diferenças... Eram completamente diferentes. Tinham histórias de vida diferentes, Origens diferentes, Condições, referências, Gostos e idades diferentes. No entanto, se amavam... E isso os fazia iguais. Escrito por Izilda às 13h18 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Segredos Ultimamente, não ousava mais escrever uma só linha. Vontade não lhe faltava. E idéias tinha de sobra. Podia-se até dizer que vivia a estação da fartura. De fato, tudo à sua volta borbulhava na excitação da novidade e na intensidade de seu envolvimento com a vida. Estranhamente, porém, era-lhe impossível expressar qualquer palavra. Perdida nesse labirinto fervilhante, buscava guarida apenas entre supostos segredos que escondia de si mesma. Por isso mantinha-se muda. Não podia se trair. Escrito por Izilda às 12h47 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Colheita
Escrito por Izilda às 19h01 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Desejos
Escrito por Izilda às 23h04 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] A pessoa certa
Escrito por Izilda às 11h54 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Tempos antigos
Escrito por Izilda às 17h46 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Viagem
Escrito por Izilda às 09h04 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Piquenique
Escrito por Izilda às 15h43 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Quadro
Escrito por Izilda às 11h13 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Reencontro...
Escrito por Izilda às 20h33 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Trajetória... Os dias seguiam-se velozes e ela se via totalmente embolada na roda do tempo. Era impossível pretender detê-lo. Resoluto e misterioso, arrastava-a por caminhos sempre novos, sempre desconhecidos...algumas vezes temerários, outras vezes belos e até seguros, mas, ainda assim, sempre por inaugurar, com todo o sofrimento da estréia. Nenhum segundo era igual ao outro e, mesmo parada, dormindo, ou negando-se a prosseguir, sabia-se em constante movimento. Demorou muito para entender que era assim e pronto. Porém, o mero vislumbre dessa compreensão, já foi bastante para lhe amaciar os passos. E quando, enfim, optou por entregar-se sem reservas à vida, sentiu que ganhava asas de borboleta...
Escrito por Izilda às 11h11 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] E, quem sabe, quantos outros verões...
Escrito por Izilda às 15h52 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] ESPERA
Escrito por Izilda às 18h52 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Prazo de validade...
Escrito por Izilda às 11h43 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] TRILOGIA DO QUERER
Escrito por Izilda às 08h16 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Cronos
Escrito por Izilda às 11h06 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] ALIEN-AÇÃO...
Escrito por Izilda às 11h45 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Gestação
Escrito por Izilda às 11h18 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Desobrigações
Escrito por Izilda às 16h03 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Confissões de adolescente
Escrito por Izilda às 00h22 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Mãos...
Escrito por Izilda às 00h59 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Morte anunciada
Escrito por Izilda às 19h27 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Insônia
Escrito por Izilda às 10h34 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O vento O vento da noite varou meus braçosE trouxe o rio de águas claras E trouxe o olhar e o sorriso. O vento da noite me trouxe o ar e o paraíso.
O vento da noite varreu meus sonhos E trouxe o mar e a distância E trouxe a dor e a tempestade. O vento da noite trouxe o caminho pela metade.
A voz do vento veio avisar Que verga e vinca a existência vã Que, por ser noite, traz o lamento, Mas, por ser vento, traz a manhã... Escrito por Izilda às 21h38 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Agradecimentos...
Escrito por Izilda às 16h33 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Notícias sobre a vida...
Escrito por Izilda às 09h58 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Domingo de Páscoa...
Escrito por Izilda às 09h45 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Mora na Filosofia...
Escrito por Izilda às 10h58 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Pedaços de manhãs.
Escrito por Izilda às 15h40 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Em São Paulo
Escrito por Izilda às 20h32 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Bom dia, mulher... Deu bom-dia ao espelho. Ali estava ela, fiel amiga, no diálogo mudo de todas as horas. Até que não estava mal: ainda de pé, ainda sorrindo, ainda sonhando... Conferiu-lhe os traços, os sulcos, os dentes e, zombeteira, agitou os braços. Foi plenamente correspondida. Nos últimos tempos, depois que os filhos cresceram, passaram a se conhecer cada vez melhor. Acolhiam-se, faziam planos, trocavam confidências e receitas, divertiam-se, fazendo comentários irônicos ou engraçados acerca de tudo... e de todos! Cumplicidade total. Esse era, no momento, seu grande amor. Essa, a mulher que, ao longo dos anos, aprendera a respeitar. Olhou-a longamente, num misto de admiração e ternura. Depois, ajeitou-lhe os cabelos e, sentindo-se melhor do que nunca, convidou-a para o café da manhã... Escrito por Izilda às 06h58 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Vendavais...
Escrito por Izilda às 10h33 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Cinderela O homem que amava ainda não batera à sua porta, mas ela o sabia a caminho. Passava seus dias esperando por ele, num doce compasso em que o sonho e a realidade se fundem em única imagem. Deixava o leite derramar, tropeçava em suas mil saias, ensaiava no espelho seu melhor sorriso. Queria que ele a encontrasse bonita. Queria que ele a encontrasse mulher. Queria que ele a encontrasse bem assim como era, e, entre flores e estrelas, fizesse dela rainha - Cinderela coroada, com direito a sapatinhos de cristal, lindas valsas, alvos lençóis e muitos beijos de amor. O homem que amava vinha chegando de mansinho. Ela o sabia. Ouvia-lhe os passos na solidão de suas noites, nas confidências à lua, no murmúrio do mar... Sabia, pelos arrulhos dos passarinhos, que ele não tardaria. Por isso, enfeitava-se de sedas e rendas, perfumava os travesseiros e retocava o batom. Depois, punha-se no portão, toda sorrisos, só pensando naqueles olhos profundos, que lhe diriam o quanto valera a pena esperar...
Escrito por Izilda às 09h44 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
||
![]() | ||